Entenda de uma vez por todas o que é C2C!
- Eduardo Campelo
- 19 de mai. de 2020
- 3 min de leitura

O termo C2C (customer to customer, em português consumidor para consumidor) surgiu com a popularização do comércio eletrônico em que ambas as partes, vendedor e consumidor, são pessoas físicas.
A princípio, o que as primeiras plataformas de venda direta eram uma ferramenta de Transformação Digital , pois proporcionou uma troca direta de bens e serviços entre pessoas da mesma região indo além dos tradicionais classificados de jornal e comércio porta em porta.
No Brasil, o Mercado Livre sempre foi a principal referência em comércio eletrônico C2C durante toda a trajetória do modelo no país. Iniciou suas atividades nas terras brasileiras em 1999 e, atualmente, abriga mais de 200 milhões de usuários, entre eles pessoas físicas, jurídicas e até grandes marcas do varejo nacional e internacional.
É interessante observar que por mais que o C2C ocorra entre pessoas físicas, ele depende de um terceiro fator para que a venda acontecer. Foi assim que as plataformas C2C, empresas como Mercado Livre, eBay, Ali Express entre outras empresas, surgiram e são hoje um ponto de encontro entre pessoas que se beneficiam da sua popularidade e dos seus recursos para pesquisar, divulgar, comprar e vender produtos e serviços.
Essas empresas intermediárias são muito importantes, pois desenvolvem e disponibilizam toda uma infraestrutura de compra e venda profissional Por exemplo, o Mercado Livre, o valor pago pelo comprador é transferido para o Mercado Pago, o sistema de processamento de pagamentos da plataforma, e somente após a confirmação da entrega e a conferência do cliente, os valores da transação são repassados ao vendedor, isso proporciona segurança e aumenta a confiabilidade das ambas as partes.
Mas afinal existe estratégias de marketing C2C?
Se você chegou até aqui é por que está procurando vender seus produtos e serviços, em alguma plataforma digital, então pense comigo se o vendedor não é uma empresa, mas apenas um consumidor comercializando itens que não deseja mais, faz sentido falar em estratégias de Marketing C2C?
Sim, também devemos entender e aplicar estratégias de marketing no comércio C2C, o que acontece é que na maioria dos casos são pessoas comuns transacionando mercadorias usadas, e em algum momento surgui um pensamento que esses negócios aconteçam de forma “natural” (boca a boca), ainda que, na prática, as coisas não aconteçam exatamente assim.
Embora o usuário que deseja apenas vender alguns itens não esteja disposto a desenvolver uma estratégia completa de Marketing de Conteúdo, por exemplo, ele conta com sites de classificados, grupos em redes sociais, fóruns e as próprias ferramentas de publicidade das plataformas para aumentar o alcance dos seus anúncios.
Algumas empresas, inclusive, oferecem orientações para seus anunciantes, literalmente educando-os sobre boas práticas de venda, negociação e até SEO (otimização para motores de busca).
Por outro lado, empreendedores B2B e B2C também enxergam vantagens em anunciarem suas marcas, produtos e serviços dentro dessas plataformas, levando-se em conta um dos princípios de sucesso do marketing moderno: promover uma empresa onde seus consumidores estão.
Quais os desafios dos negócios online?
Tal como outros segmentos da economia compartilhada, em especial os liderados por grandes empresas como Uber e Airbnb, as plataformas que facilitam a comercialização de produtos e serviços entre pessoas físicas são observadas com atenção por autoridades em todo o mundo.
O primeiro desafio é estabelecer a barreira entre pequenas vendas corriqueiras e as atividades comerciais ativas que estão sujeitas a regulamentações e impostos. Além da aparente facilidade para sonegação e aplicação de golpes, outro problema é a ausência de normas claras para a circulação de mercadorias entre países que adotam políticas e leis comerciais distintas.
Apesar de tudo isso, não há dúvidas de que vivemos um momento intrigante da economia no qual modelos de negócio inovadores desafiam o status quo de grandes mercados e promovem uma forte relação de confiança entre indivíduos de diferentes partes do mundo.
A internet se tornou um verdadeiro universo de possibilidades de empreendimento para pessoas, marcas, entidades e governos, e é fundamental conhecer essas oportunidades de perto para desenvolver as estratégias mais adequadas para cada uma delas.
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