Entenda o que é e como fazer um MVP!
- Eduardo Campelo
- 14 de abr. de 2020
- 3 min de leitura

O Minimum Viable Product (MVP) - ou Produto Mínimo Viável – é uma versão simplificada do produto final. É a partir do MVP que o empreendedor pode oferecer ao cliente o mínimo de funcionalidades com o objetivo de testar seu produto no mercado.
O termo MVP ficou popular com o livro Startup Enxuta, de Eric Ries, e é utilizada principalmente na fase inicial de uma startup. Essa medotologia é interessante pois possibilita ao empreendedore validar sua ideia antes de desenvolver e investir grandes somas de dinheiro no produto final. Em outras palavras, o MVP permite descobrir se o produto de fato, soluciona o problema do consumidor final.
Ou seja, o MVP é um conjunto de testes primários feitos para validar a viabilidade do poduto antes de ser lançado. Nesta fase trabalhamos com o mínimo de recursos possíveis, porém o produto deve atender a solução para a qual foi criado e entregar valor ao cliente.
“A ideia do MVP é que você aprenda o mais rápido possível qual o produto ideal para seu cliente. Não interessa se ele está fazendo isso de forma manual ou da mais tecnológica possível. O ponto mais importante é se ele entrega valor ou não”, afirma Sulivan Santiago, líder da área de tecnologia da aceleradora ACE, em São Paulo.
O produto mínimo viável desde que se tornou popular se mostra ideal para startups, porque reduz custos e gera resultados rápidos, porém ele não é sempre igual em todas as startup ou ao produto final. De acordo com Bernardo Pascowitch, presidente e fundador da Yubb, não existe um único tipo de MVP. Para ele, o ideal é que cada nova funcionalidade eventualmente criada pode ser encarada pela ótica do produto mínimo viável. “Existem tipos de MVP e existem estágios de startups em que diferentes MVP são utilizados”, conta.
5 passos para um produto mínimo viável
Não existe um um passo a passo para você validar seu produto mínimo viável, cada processo dependerá do tipo de negócio, dos clientes e, principalmente, da habilidade técnica do próprio time ao desenvolvê-lo. No entanto, existem alguns passos que podem ajudar você no processo.
Ter uma boa equipe: Antes de elaborar um produto, é essencial contar com uma equipe que saiba o que está fazendo. Dessa forma, é importante contar com bons profissionais de tecnologia e UX que possam identificar melhorias e realizar alterações, adequando a ideia ao cliente, assim como uma pessoa que entenda de gestão, para decidir o que é viável ou não financeiramente.
Entender o cliente e definir a dor: De acordo com Bernardo Pascowitch, um dos primeiros passos para criar um produto mínimo viável é decidir quais são as dores do cliente e quais serão os problemas que a startup está disposta a resolver. “É interessante você primeiro fazer as entrevistas para validar os problemas que as pessoas têm, porque não faz sentido já desenvolver alguma coisa sem entender as dores das pessoas”, defende.
Fazer um script: No segundo passo, o empreendedor deve definir os propósitos do MVP em questão. Por exemplo: é preciso validar só uma ideia, ou também o processo, modelo de negócios, mercado, etc.? Em outras palavras, ele deve delimitar quantas variáveis precisam ser confirmadas ou alteradas para por esse projeto em prática. O script deve ser elaborado pensando nos processos que serão utilizados: entrevistas, testes A/B, testes presenciais, online, entre outros, e o que deve ser observado. Por exemplo: os clientes ignoraram uma funcionalidade, isso significa que eles não entenderam, não se interessaram, não viram ou outro?
Pôr em prática de forma manual: Após entendido o problema, o empreendedor precisa passar para a etapa de validação da solução. De acordo com Sulivan Santigo, é importante fazer tudo de forma “concierge”, isto é, realizar algumas tarefas manualmente. Para Bernardo, a presença desse tipo de conceito é essencial para que o empreendedor tenha mais proximidade com o público-alvo e desenvolva insights sobre o que realmente o público precisa.
Melhorar, melhorar e melhorar: Mesmo que o produto mínimo viável tenha uma boa aceitação pelos seus clientes, não significa que acabou. Pelo contrário! Como um negócio de alta escalabilidade e que deve procurar cortar ao máximo os custos, toda startup deve sempre estar procurando melhorar cada vez mais o produto. De acordo com Bernardo, o erro de muitas startups é, após automatizar o produto mínimo viável, esquecer e deixar de lado as validações de mercado. “O importante é fazer o MVP e continuar a fazer as validações para novas funcionalidades do site. Ao invés de gastar recurso, tempo, dinheiro e energia do time, a startup pode desenvolver uma landing page, por exemplo, para testar se os usuários vão se interessar por essa nova funcionalidade”, defende.
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