Matemarketing: o grande segredo por trás do marketing holístico
- Eduardo Campelo
- 19 de out. de 2020
- 3 min de leitura

Marketing e matemática juntos na elaboração de estratégias precisas para alcançar cada vez mais o público certo para a sua marca.
Desde pequenos, somos forçados a aprender uma série de disciplinas na escola que não despertam o nosso interesse. Era Mesozóica, pretérito imperfeito, relevos territoriais e origem da vida são alguns exemplos. Mas nenhuma dessas matérias se comparava ao medo que se tinha dos cálculos matemáticos. Lembro bem da frase dita milhares de vezes durante o ensino médio: “Não vejo a hora de me formar na escola para nunca mais ter que ver matemática na frente”. Mas eu mal sabia o que viria pela frente.
“Tá, deu pra contar a história da vida agora?” Não, calma! Todo esse “lero lero” tem um propósito. Afinal, sabemos que se não formos objetivos com nossas metas nunca conseguiremos cumpri-lás. E isso tem tudo a ver com o que eu estou falando.
No mundo do marketing, existem diversas formas de trabalhar. Podemos usar estratégias que focam em branding, no conteúdo, no Inbound, no relacionamento ou até mesmo nas mídias sociais. Mas como já falei em outros artigos, existe um tipo de lidar com todas essas categorias juntas: o marketing holístico. Não quero me aprofundar nesse conceito de novo, mas sim falar sobre uma de suas ferramentas essenciais, capaz de transformar de forma impressionante os negócios. Estou falando do Matemarketing, conceito inspirado na linha de raciocínio de Romeu Busarello, diretor de Marketing da Tecnisa.
Marketing + matemática = matemarketing
Como diz o nome, é a junção do marketing com matemática. Sim, isso é possível. Se trata de usar a inteligência de dados como base das estratégias de negócio, ou seja, utilizar o tão comentado Big Data para criar campanhas com alto grau de engajamento de público. Nesse contexto, com a ajuda de informações específicas adquiridas por meio de plataformas especializadas, é possível identificar padrões e preferências do grupo de pessoas a ser alcançado.
Isso significa que trabalhar com marketing deixou de ser uma prática estritamente ligada à criatividade. O mundo mudou, e com o avanço exponencial da tecnologia, novas formas de trabalhar com informações surgiram, como a Ciência de Dados e todas as ramificações da famosa Inteligência Artificial. Nesse sentido, a criação de campanhas e anúncios, assim como a maneira de tocar o negócio, deixou de ser apoiada na intuição, no achismo. Agora, as decisões precisam ser tomadas de forma certeira, sem dar chances para o azar. Claro, nem sempre as estratégias vão dar certo, mas elas precisam ser calculadas para evitar o máximo de erros.
Como funciona
Houve um tempo em que para conhecer as pessoas era preciso conversar pessoalmente. No entanto, com o avanço das tecnologias, está cada vez mais simples alcançar as pessoas certas para o seu negócio e conhecer o seu público. Nessa perspectiva, conceitos de inteligência, de análise de dados e o Big e o Small Data transformaram a maneira como as marcas se relacionam com os consumidores. E o matemarketing tornou-se fundamental para compreender a fundo seus comportamentos, gostos, desejos e necessidades.
A partir da união da análise detalhada das informações com os objetivos a serem alcançados, as chances de colher bons frutos no futuro aumentam. Dessa forma, o marketing holístico começa a ser posto em prática. Com uma visão 360° do mercado e um entendimento profundo do cliente, as empresas têm o poder de mirar nas melhores alternativas para investir seu capital e energia da melhor forma possível.
Por que usar?
Como dito anteriormente, a forma de lidar com os diferentes tipos de problemas que nos assolam mudou e é preciso estar preparado - ou até mesmo a frente do seu tempo. Você consegue se imaginar tendo apenas o táxi perto da sua casa para recorrer em vez de chamar um uber? Ou trocar mensagens com os clientes sem e-mail e aplicativos de mensagens? Difícil, eu sei. Por isso, a importância dos gestores estarem antenados para as tecnologias que surgem e podem melhorar os negócios. Afinal, queimar a largada não significa só ficar atrás dos concorrentes, mas pode ser fator determinante para levar um empreendimento ao fracasso.
Nesse contexto, o casamento entre matemática e marketing logo deixará de ser um diferencial e passará a ser elemento necessário na construção de negócios de sucesso. O conceito está tão em voga no mercado que chega a ter um nome que remete às tradicionais religiões, sendo denominado de Dataísmo. Dessa maneira, as empresas que não se disporem tornaram-se “discípulos” dessa ferramenta podem ficar obsoletas com o passar do tempo e com os ganhos da concorrência que não ignorou o sinal de fumaça.
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